Roger Regner ocupa o mezanino do Museu Nacional da República com “O espaço no Meio do Nó”

0

Concebida num dos climas mais beligerantes da sociedade brasileira e que chega em seu ápice nas eleições de 2018, o artista visual Roger Regner ocupa o mezanino do Museu Nacional da República com “O espaço no Meio do Nó”, convidando o espectador a vivenciar um rito de passagem da distopia à utopia.

“O Espaço no Meio do Nó” é composta por três momentos – começomeio e sem fim, ligados por obras que se utilizam de tecidos, costuras, rendas e pinturas inspiradas em bordados, “como referência ao que nos enlaça social e psicologicamente”, diz o artista.

A narrativa da exposição inicia pela iminência de uma quebra/ruptura ou de um ponto do qual não se pode mais retornar; seguida pela representação de um estado contaminado por amarras subterrâneas, onde a corrupção parece endêmica. O circuito se encerra em meio a ilustração de uma potencialidade real no país, “um ponto de partida para uma possível redenção: a saída (sem mistificações) pela própria arte”, propõe Regner.

A obra de Roger Regner revela uma rica combinação de inspirações e técnicas. Inspirado, nas artes visuais, por artistas como Gustav Klimt, Marcel Duchamp, Louise Bourgeois, Bispo do Rosario, Henri Cartier-Bresson, Keith Haring, Maurizio Cattelan e Sebastião Salgado, Roger criou uma linguagem muito peculiar e sutil, tanto no conceito, quanto na estética. “Uma das poéticas do meu trabalho é, predominantemente, fruto de um desafio utópico, impulsionado pelo desejo de traduzir e materializar o que é etéreo. Desconstruo imagens figurativas a fim de torná-las abstratas; em contrapartida, a partir de formas abstratas traço desenhos figurativos. A fusão desses dois processos gera a alquimia que pretendo refletir na obra. Outro interesse recorrente nas minhas criações é a condição humana; As ideias surgem de temas sociais e políticos e são expressas por meio de instalações e intervenções urbanas. Nesse caso, a orientação da mensagem, pelo menos conceitualmente, é raramente nutrida dentro de um espaço poético… Ela nasce principalmente no domínio filosófico”. Autodidata, Roger, a partir de 1994, fixa residência em Nova York, onde tornou-se um artista multimeios, agindo experimentalmente em vários setores das artes visuais. Decorridos 20 anos viajando como fotógrafo, em 2005, passa a dedicar-se exclusivamente às artes visuais.

Em outubro de 2012, participa do Festival latino-americano e africano de cultura – FLAAC, abrindo com a Semana Universitária, com a instalação de interferência CARAMETADE, no campus da UNB – Universidade de Brasília. Em 2013 Roger inicia o ano expondo na coletiva Pós Fim do Mundo, na Galeria Fulô, em Trancoso. No mesmo ano Roger retorna ao Museu Nacional expondo na mostra coletiva MAB – Acervos em Movimento – obras do acervo do Museu de Arte de Brasília. Ainda em 2013, CARAMETADE é remontada durante as comemorações do aniversário de Brasília, na Esplanada dos Ministérios, Pátio do Complexo Cultural da República; a exposição é vista por um público superior a 100 mil pessoas. Em 2015, em versão atualizada, CARAMETADE percorre quatro regiões administrativas de Brasília, com patrocínio do FAC e apoio do Sesc-DF: Vila Telebrasília, Sesc Ceilândia, Sesc Taguatinga e Parque dos Jequitibás, em Sobradinho.

Serviço:
Exposição: “O Espaço no Meio do Nó”, de Roger Regner
Local: Museu Nacional da República
Endereço: Setor Cultural Sul, lote 2, próximo à Rodoviária do Plano Piloto – Zona 0
Abertura: 10 de outubro, quarta-feira, às 19h
Visitação: de 11 de outubro a 11 de novembro de 2018, sempre terça-feira a domingo das 9h às 18h30.
Entrada franca
Informações: (61) 3325-5220 ou (61) 3325-6410
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.