Projeto cultural promove a inclusão de moradores do Sol Nascente, na Ceilândia

Graças ao apoio da Ambev, projeto “Kombo Arte Afro” terá sua 3ª edição este ano, com a expectativa de atender cerca de 120 crianças e adolescentes

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Um projeto social voltado para a valorização da cultura afro-brasileira deve fazer a diferença na vida de 120 crianças e adolescentes, entre 9 e 17 anos, moradores da comunidade Sol Nascente, da Ceilândia (DF). Trata-se do “Kombo Arte Afro”, projeto patrocinado pela Ambev, que terá início em maio deste ano, com cinco meses de duração e a oferta de oficinas gratuitas de percussão, dança afro e capoeira para a comunidade da região, uma das maiores do Distrito Federal.

Nascida em 2012, a iniciativa, que contou com o patrocínio à época do FAC da Secretaria de Cultura do DF, atendeu às comunidades da Vila Planalto, Vila Estrutural, com aulas de artesanato (em vez de capoeira), além de percussão e danças afro.

Por meio do resgate do valor da herança cultural africana, esperamos expandir o acesso à cultura dos moradores das Regiões Administrativas que mais carecem deste tipo de trabalho e que sofrem com a falta de uma rede de esgoto, escolas suficientes para atender a população, atendimento médico-hospitalar e cultura e lazer em geral”, explica o diretor de Produção do projeto, Célio Zidorio.

O objetivo é valorizar a cultura afro‐brasileira por meio do resgate do valor da herança cultural associados à música, à dança e à capoeira, ampliando as oportunidades para as pessoas que compõem a diversidade e resgatando o acervo imaterial de cultura brasileira.

Além disso, as oficinas de ritmos musicais tradicionais afro‐brasileiros terão  como desdobramento a divulgação cultural aos segmentos em situação vulnerável, construindo com os alunos sons percussivos utilizados nos ritmos tradicionais brasileiros, preservando, assim, a identidade cultural”, explica o diretor.

Segundo ele, a ideia é possibilitar, por meio da percussão, da prática da dança afro‐brasileira e da capoeira que crianças e jovens adquiram um processo de identidade cultural e cidadania autônoma, trabalhando a autoestima dos participantes das oficinas, para que os mesmos possam fazer suas considerações positivas no relacionamento social.

O projeto foi idealizado pelo mestre Célin du Batuk, na intenção de oferecer a crianças e adolescentes um conjunto de atividades que têm a cultura afro brasiliera como  foco, a fim de manter viva a tradição afro-brasileira. Este conjunto de atividades foi nomeado de “Kombo”. A primeira edição do projeto, em 2012,  foi desenvolvida na comunidade da Vila Estrutural e atingiu diretamente 120 crianças e adolescentes da comunidade. Proporcionou aos alunos o conhecimento da manufatura de artesanato com materiais considerados “lixo” e teve como desdobramento o auxílio para que os filhos dos catadores de lixo do Lixão da Estrutural não os acompanhassem nesta atividade, ficando envolvidos com as atividades do projeto. Na oportunidade, foi oferecido o pacote de oficinas: música/ percussão, artesanato afro e dança afro.

A segunda edição do projeto ocorreu na Vila Telebrasília, em 2014, e também atingiu diretamente 120 crianças  e adolescentes. O projeto ofertou o pacote de oficinas: música/ percussão, artesanato afro e dança afro. E teve patrocínio do Fundo de Apoio a Cultura do DF.  Teve como desdobramento a ocupação do coreto da comunidade, com atividades culturais e a maior integração entre os moradores.

O projeto está em sua terceira edição, será  desenvolvido na comunidade Sol Nascente, na Ceilandia e tem como foco auxiliar na garantia do direito das crianças e adolescentes por meio da oferta de cultura e lazer, Por meio de ações do projeto, pretende-se coibir o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos, uma vez que os jovens estarão envolvidos com as atividades do projeto nos finais de semana.

O Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia, evoluiu pouco, principalmente em infraestrutura desde que foi ocupado irregularmente na década de 90. A comunidade sobrevive em contextos de precariedade e falta de recursos para saúde, educação, dignidade. É um contexto propício ao uso de drogas, criminalidade e violência.

As oficinas serão ministradas uma vez por semana com 50 minutos de duração, de maio a setembro, todos os sábados de 15h às 18h.  O lançamento do projeto no primeiro dia contará com uma apresentação artística dos professores e seus respectivos grupos, apresentando as atividades que serão desenvolvidas, com ritmos tradicionais brasileiros através da percussão e da dança, além da capoeira.

Já o evento de encerramento será uma apresentação para a comunidade do que os alunos aprenderam durante os cinco meses de aulas.

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