Últimos dias para conferir a exposição A-riscado ACT: Arte, Ciência e Tecnologia em cartaz no Museu Nacional

Mostra gratuita em cartaz até 13/01/2019 e discute como a Arte pode ajudar a Ciência e a Tecnologia a se tornarem mais acessíveis e democráticas ao público

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De que forma a Arte pode ajudar a Ciência e a Tecnologia a se tornarem mais acessíveis e democráticas ao público? Em cartaz até 13 de janeiro, grátis, no Museu Nacional, a Exposição ACT – Arte, Ciência e Tecnologia – promove uma série de discussões sobre o tema.

A Mostra está sob a curadoria de Wagner Barja e Gilberto Lacerda Santos contando com a participação dos artistas Allan de Lana, Alexandre Rangel, André Severo, Arthur Cordeiro, Cirilo Quartim, João Angelini, Márcio Vilela, Márcio Mota, Miguel Ferreira, Miguel Simão, Milton Marques, Tânia Fraga, Frederico Krause, Isa Sara Rego, Leona  Raio  Laser e Tarcísio  Paniago.

À Arte não cabe a obrigação da comprovação. Ela pode até ser explicada, mas comprovada nunca. Nesta perspectiva, entender confluências entre Arte, Ciência e Tecnologia, proposta desta mostra a-riscada, nos coloca em um território movediço delimitado pelas intersecções destas três áreas do saber que marcam o próprio percurso da humanidade.

Dialogar com convergências e divergências é preciso. Estabelecer diálogos é necessário porque Arte, Ciência e Tecnologia podem habitar o mesmo território, sem fronteiras, sem cercas, sem isolantes! Buscar confluências entre a Arte, a Ciência e a Tecnologia é imperativo. Mas, é a-riscado…

Mas, se é a-riscado, por que propor um diálogo entre Arte, Ciência e Tecnologia por meio de uma exposição em um espaço museológico? Esta pergunta – um desafio – pode ser contextualizada por uma série de outras: Como os conceitos, teorias e aplicações provenientes da Ciência e da Tecnologia ocupam o imaginário de artistas como fonte de inspiração e criatividade? Até que ponto a dimensão estética está presente e é importante na atividade dos cientistas? Como os conceitos e instrumentos criados ou possibilitados pela Ciência, incluídos aí os meios de comunicação e a reprodutibilidade das obras de arte, mudam e abrem novos caminhos para a arte?

Essas questões, que não necessariamente precisam de respostas, permeiam as obras em exibição, as quais convidam para se correr os riscos provenientes de possibilidades transdisciplinares, dialógicas, interativas e transmidiáticas entre a Arte, a Ciência e a Tecnologia. E que buscam a essência da inspiração do artista e do cientista que, por curiosidade nata, duvidam daquilo que veem e que não veem, e não aceitam com passividade aquilo que está diante de si.

Quanto ao verbo ver, escreve-se “eles veem”, pois as formas verbais graves ou paroxítonas da terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo (em que o e tónico está em hiato com a terminação -em) deixam de ser acentuadas graficamente.

Ao percorrer a mostra, é fundamental que se entenda que o acesso irrestrito, democrático, inovador e abrangente à Arte, à Ciência e à Tecnologia é também forma de promoção da igualdade social, da inclusão social e do rompimento de desigualdades, tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2018.

“Nos tempos atuais, é preciso duvidar, porque as certezas foram abolidas. E o principal paradigma da arte atual é instalar a dúvida e não as certezas buscadas pela Ciência ou por uma arte tradicional”, afirmam os curadores da exposição com patrocínio da FAP-DF – Fundação de Apoio à Pesquisa do DF.

Serviço:
A-riscado ACT: Arte, Ciência e Tecnologia
Museu Nacional da República
Setor Cultural Sul Lote 02 – Esplanada dos Ministérios
Local: Galeria principal do Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul) – Brasília DF

Visitação até 13 de janeiro de 2019 (terça-feira a domingo, das 9h às 18h)
Entrada franca
Telefone: 
(61) 3325-5220
museunacional@gmail.com

Patrocínio Fundação de apoio à pesquisa do Distrito Federal
Curadoria: Wagner Barja e Gilberto Lacerda

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