FAZENDO BICO | Projeto musical que reúne grandes instrumentistas de Brasília

0

Um recorte da atual cena musical de Brasília-DF nas composições de instrumentistas com sólida formação e reconhecimento. Diversos estilos e sonoridades, a riqueza da música feita na capital. Costurando esse repertório, um assovio. Alguém fazendo bico pra fazer música! Assim surgiu o projeto, que reúne músicos conceituados em Brasília, idealizado pelo radialista Alessandro Oliveira.

A iniciativa surgiu quando o idealizador conheceu de perto a cena musical de Brasília devido ao seu trabalho: divulgador cultural durante alguns anos numa emissora local. Foram os amigos músicos que o estimularam a produzir esse projeto quando conheceram sua performance no assovio. A Casa do Som, estúdio do bandolinista, compositor e nosso Diretor Musical, Dudu Maia, foi quem acolheu a proposta. A Casa do Som é um centro irradiador de boa música, espaço de convergência e convivência de músicos talentosos e criativos. As sessões de gravação de “Fazendo Bico” foram uma festa! Ao longo de um ano e meio foram vários encontros, um processo criativo que agregou 20 (vinte) dos mais requisitados instrumentistas da cidade: os Amigos da Casa do Som.

Os arranjos, texturas, timbres e efeitos são resultado de um processo colaborativo onde todos tiveram espaço para contribuir – e segundo Alessandro – uma oportunidade de aprender algo diferente com cada um, sem exceção. Este trabalho exprime o reconhecimento de um talento que Alessandro cultiva desde a infância. Manifesta também o sentimento fraternal que agrega todos e todas que contribuíram graciosamente para este disco. Trata-se de uma verdadeira realização coletiva, catalisada pelo idealizador do projeto e orientada pela musicalidade mágica da Casa do Som. “A expectativa é de que esta seja a primeira edição de várias outras, pois não faltam talentos musicais em nossa capital os quais eu adoraria tê-los participando. Oxalá tenhamos também a participação de mulheres compositoras e instrumentistas nos projetos vindouros!”, completa Alessandro.

De fato ele não é músico de verdade, esse operário da música que vive entre a plena expressão de seu potencial criativo e as demandas diárias da vida de um profissional liberal, gerindo o próprio talento e sempre em busca de criar arte e oportunidades. MasAlessandro sempre teve a música por perto: seu pai é baterista profissional, músico da noite quando ele nasceu. Por isso sua casa era frequentada por artistas e embalada por boa música. Cresceu desenvolvendo uma apreciação musical inspirada, cara-a-cara com grandes obras da MPB e da música instrumental. Fez musicalização na CEP/EMB – Escola de Música de Brasília entre 1982 e 1985, mas não se tornou músico: estudou Psicologia na universidade.

Foi na UnB – Universidade de Brasília que retomou o hábito de fazer música, esquecido na infância e adolescência. Anos depois, quando deixou a psicologia pra trabalhar como radialista, começou a conhecer melhor a cena musical de sua cidade e a desenvolver uma relação mais próxima com os talentos locais de sua geração.

Foram esses músicos e amigos que o motivaram a aprimorar sua mais prosaica forma de fazer música: o assovio (ou assobio, ambas as grafias são aceitas no português). Assoviar era a maneira que ele desenvolveu, na infância, de ouvir as músicas que gostava sem que houvesse um rádio por perto, um toca-fitas ou toca-discos. A afinação e esmero na hora de reproduzir tais músicas preferidas o fizeram desenvolver uma técnica de assovio que impressionou os amigos músicos. Eis o estopim para esse projeto “Fazendo Bico”.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.