Escritora de Brasília é finalista do Prêmio Jabuti

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O livro Mulheres que mordem (Imã Editorial), da jornalista e escritora Beatriz Leal, é finalista na categoria Romance do 58º Prêmio Jabuti, a maior premiação de literatura do país. Paulista radicada em Brasília, onde a obra foi escrita e também serve de cenário para parte do enredo, Beatriz Leal foi selecionada entre mais de 2.400 inscritos e concorre aos prêmios com outros 9 indicados.

 

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Mulheres que mordem conta as histórias de Laura, Elena, Rosa e Clara: mulheres que viveram a ditadura da Argentina de diferentes formas, dos anos 1970 a 2006. Filhas, mães, esposas, avós: de cada lado da História, todas são guerreiras até os dentes e, em MQM, têm suas vidas contadas por diferentes vozes. É ficção, mas poderia não ser.

 

O Jabuti está em sua 58ª edição e esta é a primeira vez que o prêmio abre uma categoria cuja decisão será feita por voto popular, através de uma parceria com a Amazon. Dessa modalidade, participam apenas 34 dos 298 indicados, pois só entram as categorias Romance, Poesia e Contos&Crônicas. A votação pode ser feita por meio do site www.amazon.com.br/premiojabuti, mas apenas por quem já comprou algo na plataforma.

 

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No sábado (29), a escritora participa de bate-papo no Palco Leminski da Bienal do Livro, o espaço dos autores independentes.

 

Sobre o livro

Uma mãe torturada, outra mãe, adotiva. Uma avó que encontra na aluna de piano a esperança e o alívio. Quatro mulheres e quatro mordidas. Quatro histórias entrelaçadas para falar da ditadura argentina. Mulheres que mordem é um romance sobre — e para — mulheres intensas.

 

Um narrador oculto conta a história de Elena e Laura, em diferentes tempos verbais: a história da primeira se passa no final de década de 1970 e no começo da de 1980, em Buenos Aires, enquanto a vida da segunda se desenrola em 2006, na capital brasileira. Contemporânea de Elena e também residente em Buenos Aires, Rosa conta sua história por meio de cartas ao namorado da filha desaparecida, enquanto a história de Clara se desenrolará na voz de seu torturador em sessões de terapia, anos mais tarde.

 

Essas quatro mulheres, em quatro mordidas ilustram narrativas que, contadas cada uma à sua maneira, se entrelaçam e ajudam a ilustrar um pedaço da história da ditadura da Argentina, dos desaparecidos durante o período, das cerca de 500 crianças sequestradas e adotadas por famílias de militares e policiais da década de 1970 e, principalmente, da agonia e espera das avós que, até hoje, buscam pistas para encontrar os netos sequestrados.

 

A ficção proposta conta a história de uma neta adotada, de uma mãe torturada, de uma mãe adotiva e de uma avó que encontra na aluna de piano a esperança e o alívio do fim da busca.

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