Cine Brasília exibe o clássico Gilda e promove o lançamento do livro Rita Hayworth

0

Na quarta-feira, 21 de novembro, às 19h, o Cine Brasília, promove o lançamento do livro Rita Hayworth – Cinema, Dança, Paixão, primeiro título em português das edições Artdigiland.

O evento celebra o centenário da atriz ocorrido em 17 de outubro deste ano. Escrito por Claudio M. Valentinetti – autor de obras sobre Glauber Rocha, Ítala Nandi, Othon Bastos, entre outras , Rita Hayworth – Cinema, Dança, Paixão tem prefácio do professor de cinema, João Lanari Bo, e faz parte das comemorações do centenário de nascimento da inesquecível diva americana. O lançamento inclui a exibição do grande clássico Gilda (1946), de Charles Vidor, com Glenn Ford e Rita Hayworth, obra emblemática do cinema noir por sua inusual tensão sexual latente para a época. Esta tensão permeia as relações do trio de protagonistas. É possível afirmar que Gilda é um filme sobre desejo e repulsa, cuja trama de mistério e crime é envolvida por uma atmosfera de puro erotismo.

Super oportuno para esta nossa circunstância de afirmação e protagonismo feminino, Gilda, assim como Rita Hayworth, se notabilizariam (filme e personagem) por encarnar uma nova visão do feminino. Nunca houve uma mulher como Gilda! Já dizia o pôster do filme de 1946. Rita Hayworth, no auge da sua beleza, encarnou a personagem mais importante da sua carreira e uma das mais célebres femmes fatales da história do cinema. Rita Hayworth se especializaria nesse tipo de personagem, realizando no ano seguinte A Dama de Shangai, dirigido e estrelado por Orson Welles, com quem a estrela hollywoodiana foi casada por cinco anos. Todas essas histórias estão brilhantemente narradas no livro de Valentinetti, obra definitiva sobre esse mito incontornável da história do cinema mundial.

Claudio Valentinetti, que reside em Brasília, estará presente à sessão para autografar o livro e conversar com o público.

O LIVRO
A deusa do amor, a atômica, Gilda. O sonho proibido de muitos, a resposta vital à segunda guerra mundial. Rita Hayworth, talvez a beleza do star system hollywoodiano que mais fez época e clamor. Uma filmografia quase sem limites, mais de sessenta títulos, mesmo sendo poucos os que sobressaem: Sangue e areiaA Dama de ShanghaiGilda. Cinco maridos, entre os quais o gênio Orson Welles e o “imam” Ali Khan, e muitos grandes parceiros nos sets, de James Cagney a Fred Astaire e Gene Kelly, de Tyrone Power a Frank Sinatra, de Robert Mitchum ao companheiro de muitos filmes e amigo Glenn Ford. Um mito construído pela Meca do Cinema daqueles anos e alguns produtores – como o amigo/inimigo Harry Cohn da Columbia Pictures – e habilidosos diretores: Charles Vidor, Rouben Mamoulian, Howard Hawks, William Dieterle, Henry Hathaway, Raul Walsh e, obviamente, Welles. Mas uma vida desgraçada, desesperada. Após um duro e demorado trabalho para alcançar o sucesso, antes como dançarina, nos espetáculos e na escola de flamenco da sua família, e depois como atriz. Uma diva que nunca obteve aquilo que sempre desejou e perseguiu mais do que qualquer outra coisa a felicidade familiar.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.