Cia. Plágio de Teatro apresenta peça sobre as relações humanas na era da intolerância

Com direção de Sérgio Sartório e elenco formado pelos mesmos atores do premiado espetáculo CRU (ganhador de 13 prêmios), Chico Sant`Anna, Vinicius Ferreira e Sérgio Sartório, a Cia Plágio de Teatro apresenta NOCTILUZES. O clima minimalista dá o tom para o texto do premiado dramaturgo argentino Santiago Serrano escrito especialmente para o grupo.

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Sobre o píer de um pequeno vilarejo, três desconhecidos se deparam numa madrugada. Do encontro inesperado e improvável, revelações transformam a vida desses homens. Os três, cada um enfrentando uma situação limite, trazem à tona mágoas e afetos. Com motivos próprios para estar ali, a presença do outro provoca incômodos que precisam ser negociados até alcançarem seus propósitos. Para o diretor e ator Sérgio Sartório “a peça fala sobre as marcas e cicatrizes que a vida nos cria. Das dores e curas causadas pelas relações. São sentimentos inerentes ao ser humano, porém corrompidos pela vida. Alguns valores incrustrados pelos pais e pelo meio, são difíceis de serem quebrados. Somente a colisão destes personagens será capaz de quebrá-los.

O texto foi um presente do escritor argentino Santiago Serrano à Cia. Plágio de Teatro. Serrano se encantou pelo lirismo do grupo em São Paulo, onde assistiu à montagem “Cru”, em 2013. A construção do texto começou um dia depois de conversar com o grupo e os personagens, do espetáculo, o acompanharam por cerca de um ano. “Eu viajei muito durante o processo e essas figuras vinham comigo. Eu me surpreendia como as histórias ganhavam vida, era como se os protagonistas escrevessem por conta própria. Eu escrevia e mandava para os atores e esperava sempre apontamentos em suas respostas. Foi um lindo trabalho em grupo sem a presença física.”

Sérgio Sartório revela que o grupo pediu ao autor uma peça que falasse sobre o amor diante da intolerância. Mas nada especifico. “O Santiago Serrano é um autor muito sensível, é um poeta que vem da psicanálise e por isso lê a alma humana com muita delicadeza e sempre de forma positiva. Quando conversamos sobre ele escrever um texto para este elenco, tudo que ele fez foi perguntar sobre nós, nossas angustias, nossas dores e nossas alegrias. E tudo isso está no texto”, conta.

O cenário e a iluminação – que ganharam o Prêmio Sesc de Teatro Candango – constroem um ambiente mágico e nebuloso. A peça toda acontece em um píer de um metro e meio de largura. Isso foi um estímulo para a direção, que resultou num desafio de equilibrismo na marcação das cenas, onde prevalece o jogo de atores. A trilha original de Tomas Seferim, pontua o suspense deste encontro. O sons da noite, da água, dos barcos ao longe, completam o cenário que não vemos.

Santiago Serrano acredita que os dramaturgos sempre foram profetas dos tempos que estão por surgir. “Espero que Noctiluzes seja um olhar vindo do futuro. Um tempo onde os fundamentalismos e o racismo não sejam o norte da vida cotidiana. Onde um encontro de pessoas desconhecidas possa ser uma aposta pelo futuro.

Noctiluzes estreou no CCBB de Brasília, em junho de 2014. Participou do Festival Internacional de Teatro Cena Contemporânea e da mostra BR040 na Funarte, ambas em Brasília. Em 2015 esteve na programação do Festival Internacional Janeiro dos Grandes espetáculos em Recife, Caruaru e Goiana (Pernambuco). Depois fez temporada em São Paulo, onde ficou entre os 10 melhores espetáculos em cartaz na cidade  segundo a revista VEJA SP que lhe conferiu quatro estrelas. Depois cumpriu temporadas em Salvador, Rio de Janeiro e Uberlândia. Em 2016 voltou ao Rio de Janeiro na programação do Cena Contemporânea para as Olimpíadas.

Serviço:
NOCTILUZES
Local: Teatro Silvio Barbato Sesc Presidente Dutra SCS
Temporada: De 25 a 27 de outubro de 2018
Horário: Quinta, sexta e sábado, às 18h e às 20h30
Ingressos: À venda no local, por R$ 20 (inteira), e R$ 10 (meia)
Informações e reservas: (61) 3522 9521
Capacidade do teatro: 180 lugares
Duração: 80 minutos.
Classificação indicativa: 14 anos
Produção: Cia. Plágio de Teatro, Deca Produções e Guinada Produções.

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